O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou, nesta segunda-feira (26), o programa de colégios cívico-militares em 215 colégios estaduais de 117 municípios de todas as regiões do Paraná a partir de 2021.
A relação completa das cidades e escolas que farão parte do programa pode ser conferida no link: http://www.aen.pr.gov.br/arquivos/2610colegios.pdf
“A rede estadual de ensino evoluiu todas as suas notas no Ideb de 2019. Para melhorar ainda mais, o Governo Ratinho Junior está apostando também em novas metodologias, tais como o dos colégios cívico-militares, que oferecem mais condições de segurança e estabilidade de ensino”, explicou o deputado estadual Cobra Repórter (PSD), vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa do Paraná.
A média das escolas cívico-militares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é 20% maior do que na educação tradicional. O investimento direcionado a cerca de 129 mil alunos será de cerca de R$ 80 milhões. É o maior projeto do Brasil nessa área.
Os objetivos do programa passam pela garantia do cumprimento das diretrizes e metas do Plano Estadual de Educação. Entre eles: atuação contra a violência; promoção da cultura da paz no ambiente escolar; criação de novas possibilidades de integração da comunidade escolar; auxílio no enfrentamento das causas de repetência e abandono escolar.
Os colégios foram selecionados pela Secretaria de Educação e do Esporte e haverá uma consulta à comunidade escolar para oficializar a indicação. As consultas públicas acontecerão nas escolas indicadas para o programa nesta terça-feira (27) e na quarta-feira (28), das 8 horas às 20 horas. Estarão sob consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar e sem oferta de ensino noturno, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa.
A nova modalidade de ensino funcionará com gestão compartilhada entre militares e civis em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto os militares serão responsáveis pelas áreas de infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá um diretor-geral e um diretor-auxiliar civis, além de um diretor cívico-militar e de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.